Mincho

 
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Qual é o papel da ilustração na forma como percepcionamos o mundo? A revista Mincho explora como o design, a tipografia e a ilustração podem ajudar-nos a interpretar o que nos rodeia. 

Na sua edição número 14, a Mincho aborda a efectividade do design para a mobilização política. Através da homenagem a ilustradores e designers que usam o seu trabalho para sensibilizar para causas sociais, políticas e económicas, a revista mantém-nos informados não só sobre o que existe de novo na área da ilustração, mas também sobre o estado do mundo.

Enquanto admiramos os posters de Alain Le Quernec, a arte activista de Paul Peter Piech ou o "pop design" de Un Mundo Feliz, é quase inevitável não refletir sobre como o ambiente político tem influenciado o trabalho de artistas de várias gerações.

Da ilustração "Trumpet", na capa, criada em 2016 por Le Quernec, à contra capa "Ubo the King", feita em 1980 pelo mesmo ilustrador, esta edição da revista Mincho quer encorajar os designers gráficos usarem a sua voz como catalisadora da transformação social.

 

O QUE MAIS GOSTÁMOS DE LER NESTA EDIÇÃO

 

Beyond the parody. In search of the most iconic Trump

No meio de tantas caricaturas, memes e cartoons à volta do presidente dos Estados Unidos da América, que representação dele sobreviverá ao teste do tempo? Qual será a ilustração que ninguém irá esquecer?

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"It is practically impossible to mention Che Guevara and to not think immediately of the portrait created by Jim Fitzpatrick. Seen over and over again on t'shirts, mugs and posters, it has gone on to become a part of the gallery of images that today we consider to be an icon. (...) Now that the most controversial president in the history of the United States has been in power for a year, and the fact that his image is practically omnipresent both in the press and on the internet, it is a good time to ask how a character, who is a caricature as he is, can be graphically represented."

 

 

Animated Stories for the refugee awareness

A complexidade da crise dos refugiados e dos cenários de guerra é difícil de compreender e quase impossível de retratar com exactidão. Contudo, há cada vez mais novelas gráficas e animações a abordarem estas temáticas. O objetivo é criar empatia através da humanização dos acontecimentos.

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"Audiovisual production will come to our brain by means of a journey and specific scenario that we perceive as spectators through the senses (hearing and sight) and that we grant with meaning. In this way, we define the understanding of the story, a form of narrating and comprehending reality, conditioned by our cultural paradigms and our historic and individual context."

 

 

 

Paul Peter Piech, Illustration bombs pf protest

Nem sempre é preciso imagens gráficas para fazer com que determinada evento fique gravado na nossa memória. A simplicidade estética das ilustrações feitas pelo artista Paul Peter Piech, na década de 20, lembram-nos novamente do peso da história.

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"His characters, who have a marked sculptural primitivism, look at us inquisitively, frozen in scenes that reflect social injustice. Piech has left nothing to chance. He fills the empty spaces with famous phrases which he has appropriated, perhaps to leave no room for fear. They are echoes of flights against racial segregation, social inequality and the horror of war; metaphors of political protests, which is where his main concern is exhibited: the habit of man to make himself different from everybody else."