A nostalgia de um dia de verão num café

 

A encomenda ainda estava do lado de fora das paredes de vidro e o nosso entusiasmo já crescia, expectante, com o que estava para vir. Em letras cheias de cor negra lia-se Square Mile Coffee Roasters, um presságio que confirmava a nossa espera - continentes e oceanos depois, havia café a chegar.

Como se de descobridores nos tratássemos, deixámo-nos levar pelo cheiro quente e cativante dos grãos de café. Começámos a explorar os seus aromas e deixámos a imaginação conduzir-nos por latitudes desconhecidas que sugeriam climas quentes.

Fazendas, países. Locais cujas histórias serpenteiam entre plantações de café. Com sede de viagens mas satisfeitos com o aroma complexo do café, começamos uma jornada em sentido contrário que nos levou à origem daqueles grãos que tanto nos fascinaram.

 

Quiejina, Guatemala

keh-jee-nuh, assim se pronuncia o nome da fazenda que nos proporciona um dos cafés mais veraneamos que já provámos. O sabor frutado dos grãos é uma mistura eclética de favos de mel, framboesas, amoras e mirtilos. A nostalgia dos dias quentes de Agosto num café, não fosse a fazenda localizada na região montanhosa de Huehuetenango, um local rodeado por florestas localizado perto da fronteira com o México.

 

El Jordan, Colômbia

Os solos ricos do vulcão de Nevado del Huila no pico da Cordilheira dos Andes, proporcionam-nos um café fresco, com notas de maças verdes e framboesas, que só é possível alcançar no pico do verão. Os grãos que nos chegaram ao Manifesto provenientes desta fazenda foram produzidos por 50 pequenos produtores cuja subsistência depende da produção de café.

"The coffee production here carries risks due to the activity of local, anti-government guerilla groups but this co-op has persevered and focused on growing high-quality coffee as a means to secure their livelihoods and futures."

 

Mormora, Etiópia

Morangos, mangas e maracujás compõem os sabores delicados que se podem sentir nos grãos de café provenientes de Mormora, uma fazenda localizada perto de Shakiso, na Etiópia, cuja produção tem em conta a história local e o futuro do planeta.

"Owned by a team of five shareholders, the farm is both an old plantation and a pioneering venture that has played a vital role in establishing Shakiso as one of the leading coffee areas in Guji. Crops are grown organically and 100% under a shaded canopy, and the nearby Djimmah Research Centre works with Mormora to develop and test new planting, pruning and rejuvenation systems. The farm also boasts a nursery, with 500,000 seedlings of various varieties that it will use for future expansion, simultaneously developing the business and providing important genetic and botanical information of value to producers around the world."

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Vem visitar-nos ao Manifesto e prova cada um destes cafés.