Do moer dos grãos, ao encher da chávena

 

No Manifesto o café vem de latitudes longínquas, sendo extraído manualmente numa espécie de ritual. Do moer dos grãos, ao encher da chávena, cada pequeno passo é um convite à calma e à ponderação, um momento de envolvencia com o que nos rodeia.

Tudo começa com a escolha do grão de café. De momento temos café proveniente de Yirgacheffe, na Etiópia, e de La Huerta, em Guatemala. Os grãos da Etiópia surgem a partir de um processo natural que nos faz sentir as peculiaridades das notas frutadas, do sabor adocicado das mangas, lichias e pêssegos a um acabamento subtil, que nos remete para o aroma do açúcar amarelo. Os grãos que nos chegam de La Huerta, em Guatemala, revelam notas mais sumarentas e complexas, onde um paladar mais apurado é capaz de distinguir o sabor a caramelo, uva e ameixa.

 
 

O despertar do interesse num café de especialidade começou a manifestar-se sobretudo durante a última década, depois do fascínio geral por este grão ter dado lugar a uma maior exigência por parte dos consumidores, que começaram a dar tanto valor à origem do café, como ao sabor final.

Se os grãos nos despertam sabores exóticos e desejos de viajar, os métodos manuais como a Chemex, a Aeropress e a V60 convidam-nos a abrandar e a entregarmo-nos à leitura e ao diálogo. Pequenos prazeres, quase raros, no frenesim da cidade, que podem ser encontrados no sossego do Manifesto.

Cada um destes métodos tem uma história, uma razão de ser, que mudou a forma como se extrai o café e nos fez repensar o conceito de tempo.

HARIO V60

A história da marca Hario, fundada em Tóquio em 1921, mistura a paixão pela química, o fascínio pelo vidro e o gosto pelo café. Após quase trinta anos a estudar as características do vidro, a marca decidiu produzir o seu primeiro produto, o Hario, um vidro construído apenas com minerais naturais que o tornava resistente ao calor. Como o gosto pelo café era difícil de ignorar, foi só uma questão de tempo até criarem o porta filtros Hario V60.

 
 

A peculiaridade deste método de extração japonesa está nos veios que existem na parte interna da Hario V60 e no filtro em papel, que imita o formato do cone. Construído num ângulo de 60º, este objeto de design foi criado para que a água pudesse fluir naturalmente para o centro do bule, proporcionando uma filtragem por igual, e permitindo a expansão do pó do café no momento em que está a ser coado. A abertura larga na base do coador faz com que o café possa descer a uma velocidade controlada, obtendo-se uma bebida saborosa em que é possível sentir o aroma doce dos grãos e a acidez característica do café. 

 
 

CHEMEX

A Chemex foi inventada em 1941 pela excêntrico químico Dr. Peter Schlumbohm com o propósito de criar o café ideal num objeto que fosse de tal forma belo que pudesse ser exposto como uma peça de design. Os seus conhecimentos de química permitiram ao Dr. Schlumbohm estudar ao pormenor a extração do café, conseguindo criar um método de extração que permitisse um equilíbrio perfeito entre sabor, cafeína e acidez. 

 
 

AEROPRESS

Dizem que o café sabe melhor quando é servido em Aeropress, devido à forma como os grãos ficam totalmente imersos na água quente. Este estado de submersão permite uma extração rápida e extensa, fazendo com que o café seja menos ácido mas que obtenha mais sabor.

O café de filtro no Manifesto é preparado com precisão, sabedoria e uma dedicação e atenção aos pormenores. O resultando é uma chávena de café quente e reconfortante que nos faz viajar sem sair do sítio.

 
 

O nosso drip coffee stand está a cargo da Wanderlust Coffee Lab, que serve specialty coffee torrado pelos Square Mile Coffee Roasters.