Manifesto x Doc!

 

A relação entre a Doc! Photo Magazine e o Manifesto começou como muitas relações começam - por um feliz acaso. Na altura, estávamos a preparar a inauguração da exposição “Talibés - Escravos dos Tempos Modernos”, quando o Mário Cruz nos revelou que uma das suas publicações favoritas de fotografia era de origem polaca. “Polaca? Vamos já investigar”, pensámos. 

O tamanho dos elogios do Mário deixaram-nos ansiosos. Por isso, quando a primeira remessa da Doc! nos chegou às mãos as expectativas estavam bem altas. E a primeira impressão não podia ter sido melhor. Robusta, papel agradável ao toque e aquele suave cheiro a tinta, que só as boas revistas transmitem. Ainda sem virar a primeira página, a Doc! já estava a marcar pontos.

Quando, finalmente, começamos a folhear a surpresa deu lugar ao êxtase: “Que fotografia incrível”; “Conheço o trabalho desta fotógrafa”; “Uauuu como é que nunca tinha ouvido falar neste projeto”. As exclamações iam-se sucedendo à medida que a nossa equipa ia manipulando a revista. Cada um de nós levou um exemplar para casa para explorar os textos e fotografias. Mas, logo ali ficou decidido que a Doc! merecia destaque nas prateleiras do nosso quiosque.

No dia seguinte o coro de elogios era geral e a ideia de apostar na Doc! ficou ainda mais cimentada. Não só pelo conteúdo da revista, mas pela sua filosofia documental ir ao encontro dos valores da Galeria Manifesto e da Bolsa de Exploração Nomad.

Após uma troca de emails com o Grzegorz, director da revista, a colaboração estava fechada, o Manifesto afirmava-se como embaixador exclusivo da marca em Portugal e mais uma remessa de revistas estava a caminho do Manifesto.

Da primeira à mais recente edição, todos os números da Doc! dão espaço a fotógrafos consagrados e emergentes para mostrarem os seus trabalhos ao mundo. De entrevistas a ensaios a qualidade dos conteúdos é notável.

Um dos projectos que nos chamou à atenção foi o do fotojornalista Peter Bauza. No seu trabalho “Copacabana Palace” o alemão retrata o quotidiano dos “sem tecto” - sem abrigos brasileiros que ocupam bairros degradados e vivem sem acesso a quaisquer bens de primeira necessidade. Semanas mais tarde, o projecto de Peter viria a ganhar uma das categorias do World Press Photo 2017.   

 
Fotografia de Peter Bauza

Fotografia de Peter Bauza

 

Outro excelente exemplo é o da também alemã Sandra Hoyn. O projecto “The Longings of the Others” revela o quotidiano de jovens prostitutas no Bangladesh, um dos poucos países muçulmanos onde a prostituição continua a ser legal. Um trabalho que acolheu elogios e vários prémios.

Como o próprio nome indica, o foco desta publicação está na fotografia documental: “Doc! perceives photography as an universal communication platform between people despite their backgrounds, gender, political views, or religions”. E nós não poderíamos estar mais entusiasmados por ter a Doc! no nosso quiosque.

Todos os números da Doc! encontram-se disponíveis no nosso quiosque e loja on-line