A ler: The Happy Reader

 
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A revista The Happy Reader é daquelas boas surpresas a que não conseguimos ficar indiferentes. Com pouco mais de 60 páginas, esta publicação divide-se em dois segmentos principais, no primeiro encontramos uma longa entrevista, o segundo é dedicado a um clássico da literatura. Um conceito simples, mas tão bem construído, que esta revista subiu logo para o top das nossas favoritas.

Ao longo da primeira parte encontramos uma longa entrevista em formato de conversa entre a Penny Martin, editora da The Gentlewoman, e a modelo, atriz e activista Lily Cole. Neste diálogo, os temas fluem com naturalidade e agrado. Lily Cole fala-nos sobre o seu curso em história de arte e a sua experiência no teatro, ao mesmo tempo que nos introduz à sua paixão pela literatura russa do Vladimir Nabokov ou pelo livro The Society of the Spectacle de Guy Debord.

Uma das coisas de que mais gostámos nesta revista são as pequenas notas que encontramos ao longo da entrevista, pequenas curiosidades e factos que representam na perfeição a ideia dos links aplicados às publicações impressas.

Exactamente a meio da revista, dois agrafos e uma nova capa introduzem-nos à segunda metade da publicação dedicada ao clássico "A ilha do Tesouro" do escritor Robert Louis Stevenson. Nesta secção, encontramos todo o tipo de conteúdos relacionamos com o tema do livro, desde um artigo sobre a lealdade dos papagaios, às várias interpretações cinematográficas que foram feitas com histórias de piratas. Pelo meio encontramos curiosidades, como por exemplo uma listagem de bandeiras de navios e um dicionário do calão usado. Resumindo, é como se o livro "A ilha do Tesouro" tivesse ganho vida e decidido ser editor de uma revista. 

O nosso artigo preferido desta parte da revista foi o "Three Cheers for Piracy", sobre a ascensão de partidos políticos que têm como base a luta contra as atuais leis de propriedade intelectual e o direito à privacidade.

"The pirate philosophy doesn't just inspire their policies but an entire methodology. They are proponentes of direct democracy, which in practice means that they crowdsource their manifestos online and allow everyone to have their say. They staunchly believe in free speech and want to challenge the statues quo of what they see as corrupt and ineffectual politics."

A Happy Reader está disponível no nosso quiosque e em destaque na nossa loja online.