A minha pilha é a maior - Inês Santos Silva

 
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Quem é a Inês?

Nasci em 1989 em Rebordosa, uma pequena cidade perto do Porto. Estudei gestão na Faculdade de Economia do Porto e em 2010 tive a sorte de me apaixonar por empreendedorismo, quando tudo em Portugal, nesta área, ainda estava começar. Desde então a minha vida tem sido, de uma maneira ou de outra, criar iniciativas (Startup Pirates, Startup Exchange Program, PortugalStartups.com, etc) para promover o empreendedorismo tecnológico e social em Portugal e no mundo. Tenho tido sorte de trabalhar em projetos super interessantes e com pessoas que me fazem crescer todos os dias.

 

Fala-nos um pouco sobre o teu interesse na área do empreendedorismo.

Explicar o meu interesse pela área do empreendedorismo é muito difícil, porque as paixões não se explicam. Acima de tudo gosto de tecnologia e vejo-a como um enabler para novas ideias e para a resolução dos problemas no mundo. Valorizo a capacidade de trabalho, a vontade de fazer, a informalidade e o dinamismo associado aos empreendedores e a este ecossistema. 

Desde 2010, o empreendedorismo tecnológico tem tido um papel fundamental na criação de emprego e valor económico em Portugal e tem posicionado o nosso país no panorama internacional como poucas coisas têm feito.  

 

Quais são as tuas 5 publicações favoritas?

RIPOSTE

Adquiri esta revista depois de ler uma entrevista com uma das suas fundadoras, no livro Independence, do Jeremy Leslie da magCulure. Li apenas uma edição, mas adorei o foco na valorização do feminino. Não conseguia parar de ler. 

DELAYED GRATIFICATION

A Delayed Gratification apresenta-nos análises sobre acontecimentos que já ocorreram há mais de três meses. Isto permite-lhes reflexões a frio e uma visão oposta ao habitual “fast-food” das notícias com que somos bombardeados todos os dias. 

OFFSCREEN

A Offscreen é a revista referência para mim. Foi uma das primeiras revistas indie que comprei e a cada edição fico impressionada com a diversidade e a qualidade dos entrevistados e pelo facto de esta ser uma revista “one-man show”. 

SCENARIO

Publicada pelo Copenhagen Institute for Futures Studies é uma revista que nos mostra perspectivas diferentes sobre o futuro. Alguns artigos transportam-nos para realidades que nunca antes nos passaram pela cabeça.  

LAGOM

É uma revista que fala de qualidade de vida e de novas formas de trabalhar. Identifico-me com este mindset e adoro o grafismo da revista. 

 

De entre a tua colecção de revistas, há algum artigo que aches que toda a gente devia ler?

Recentemente li uma entrevista com a Lilly Cole na The Happy Reader e adorei. Não a conhecia como artista e fiquei muito impressionada com a sua forma de pensar e estar na vida. 

Também recomendo vivamente um artigo sobre Wrestlers publicado na revista Scenario. Nunca pensei que o wrestling poderia ser a analogia perfeita para a realidade que se vê hoje na política Americana. 

 

Na altura de escolher uma nova revista, o que costumas ter em conta?

Algumas revistas como a Delayed Gratification, Offscreen ou a Scenario compro sempre que sai um novo número. Mas estou sempre à procura de novas revistas e aí valorizo acima de tudo o tema e o conteúdo. Gosto de revistas densas em conteúdo com muitas entrevistas e contribuições que me fazem sair da minha bubble